Para cada US$ 1 investido na ampliação do tratamento para transtornos mentais comuns, como depressão e ansiedade, pelo menos US$ 4 retornam para a sociedade em melhores condições de saúde e capacidade de trabalho. Investir em saúde mental é urgente, segundo o Atlas de Saúde Mental de 2017, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS)

De acordo com uma análise recente, que calculou custos de tratamento e resultados de saúde em 36 países de baixa, média e alta renda para os 15 anos (entre 2016 e 2030), baixos níveis de reconhecimento e acesso a cuidados para depressão e ansiedade resultam em uma perda econômica global de um trilhão de dólares todos os anos.    

Embora alguns países tenham feito progressos na formulação e no planejamento de políticas de saúde mental, ainda há uma escassez em todo o mundo de profissionais de saúde treinados nessa área e falta investimento em instalações de saúde mental baseadas na comunidade. 

Evidências

De acordo com o diretor do Departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da OMS, Shekhar Saxena, a última edição do Atlas fornece mais evidências de que o aumento de recursos para a saúde mental não está acontecendo com rapidez suficiente. É preciso investir na saúde mental.

“Nós sabemos o que funciona. A falta de investimento em saúde mental como uma questão de urgência terá custos de saúde, sociais e econômicos em uma escala que raramente vimos antes”, disse.

Atlas 

O Atlas fornece informações sobre políticas existentes, planos e leis para a saúde mental e seu alinhamento com os instrumentos estabelecidos pelos direitos humanos; recursos humanos e financeiros disponíveis; tipos de instalações que prestam cuidados; e os programas para prevenção e promoção da saúde mental.  

O documento é baseado em dados fornecidos por 177 países que participam da OMS, representando 97% da população mundial. Ele mede até que ponto os países estão fortalecendo a liderança e a governança para a saúde mental; a prestação de cuidados de saúde mental e social integral; a implementação de estratégias para promover a saúde mental e prevenir problemas, além de fortalecer evidências e pesquisas.

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